quarta-feira, 3 de maio de 2017

Até breve...

Foi em Setembro de 2010 (obviamente não me lembro do dia, mas era uma quinta feira) que eu meu amigo Luis Fernando (tá bom, Tim Maia) vestimos a nossa cara de pau e fomos para o RBC Racing em Vespasiano, para emburacar em qualquer bateria aberta de Kart Indoor. Ele tinha um vale de uma corrida anterior que ele tinha tentado disputar e fracassou miseravelmente e resolvemos queimá-lo em outra corrida. E a intenção era só essa mesmo: correr uma corridinha de nada, depois de mais de dois anos sem disputar campeonato nenhum.

Mas aí, na entrada do kartódromo encontramos com o Lobão, figura lendária dos tempos de jornalismo na Fumec. E o Lobão disse que ia correr com uma turma e que estava sempre por lá, e perguntou se topávamos. E a tal turma eram o Ronan, o Gilson e o Estevão. E corremos com a turma.
E aí o Ronan disse que tinha um grupo de e-mails que ele usava para chamar a galera pra correr uma vez por mês e perguntou se podia incluir eu e o Tim Maia e nós dissemos que sim. E ali, naquele momento, estava gerado o embrião do que seria a Copa BH de Kart, embora ainda não tivéssemos a menor ideia disso.

2011: a primeira geração de campeões

E aí que recebemos os e-mails e voltamos a correr com aqueles malucos e nessas corridas avulsas ainda conhecemos o Marcelo e o Diogo. E aí que, em 2011, o Ronan marcou uma corrida em Betim, e estava chovendo horrores e o Tim Maia ganhou a corrida e resolveu montar uma planilha com uma pontuação para os 6 primeiros colocados.

Essa planilha foi pro grupo de e-mails do Ronan e todo mundo gostou da brincadeira e fizemos mais 10 etapas até o final do ano até chegamos a uma decisão histórica entre o Estevão e o Ronan, que perdeu o título quando a roda do kart dele caiu em plena reta oposta do RBC. E encerramos, assim, o primeiro ano da Copa BH de Kart, já com esse nome que não sei quem deu, mas ficou bom pra caralho.

Só sei que depois disso esse blog surgiu com seus textos engraçadinhos e as corridas de brincadeira viraram um campeonato de brincadeira. E aí, em 2012, recebemos o Rodrigo Marques, que trouxe o Marcelo Sousa e o Laurence, que trouxe o Marquinho, que nunca mais perdeu uma corrida da Copa BH na vida dele.

Esse 2012 terminou com o Ronan campeão e, antes da decisão, falei com o Tim Maia que precisávamos de um troféu e o filho da puta me apareceu no kartódromo com uma tacinha que não serve nem pra beber licor, mas o Ronan ficou feliz e todo mundo curtiu a final e era isso que importava, afinal.

Aquele negocinho brilhando na mão do Ronan era uma taça. Sim, acreditem. 

E a gente queria continuar correndo de brincadeira, mas começamos a receber gente graúda que mandava e-mail querendo participar da Copa. E assim, vieram o Giovane e o Murilo, que era um monstro e ganhou 2013com duas corridas de antecedência e só o Ronan chegou perto dele.

Nesse mesmo ano, recebemos o Carlos e o Leocádio e fizemos 12 etapas de bateria fechada, uma coisa que parecia absurda para quem tinha começado com 6 gatos pingados há dois anos. Mas não foi só isso: também fizemos um regulamento, incluímos descartes de resultados e aprendemos técnicas ninja de segurar o Lobão pra ele não bater em ninguém depois das corridas. E pra completar o serviço o Diogo e o Marcelo inventaram um aplicativo que era um espanto e hoje tem até as fotos feias dos pilotos.

Em 2013 o Murilo acabou com a brincadeira. Era hora do negócio ficar sério

Em 2014, não era mais brincadeira. Viramos quase profissionais, embora o Ronan e o Carlos ainda gostassem de tomar umas cachaças antes de ir pra pista, e o Rodrigo ocasionalmente corresse com um fone ligado a um celular que tocava sei lá o que.

E então publiquei uma foto no Facebook falando que ia começar o campeonato, e o Júlio viu e falou que queria participar e chegou lá com o Lélis, o Flavinho e o Hélio e até hoje o ônibus que ele usou pra levar a galera está estacionado no kartódromo. E ainda recebemos o William, que achou que seria uma boa pegar conselhos com o Tim Maia e não percebeu que isso atrasou a carreira dele em pelo menos 1 ano.

Bi-campeonato do Ronan e primeiro ano de quase profissionalismo. Quase. 

Mas aí, pra 2015, o Lélis levou o Roide pra correr e também apareceram o Sérgio, o Diego e o Rogério que, depois de anos de tentativas, finalmente conseguiu me ajudar a falar alguma coisa sobre automobilismo naquele grupo de Whatsapp.

E parecia que íamos ficar só nisso, aquela coisa semi-amadora, mas aí me aparece o Pablo e faz um campeonato espetacular e só perde no final porque arrumou uma viagem totalmente fora de hora, mas está perdoado porque visitou Spa-Francorchamps. E quando voltou, comprou um kart profissional e virou piloto de verdade! O primeiro da nossa copinha a alçar um vôo desses!

Marcelo campeão de 2015 e ainda revelamos o Pablo para o mundo
do automobilismo. Chupa GP2.

E ficamos tão metidos que resolvemos subir de categoria em 2016 e passamos a correr de superkart, e as disputas ficaram mais técnicas e mais difíceis. E ainda por cima recebemos o Juliano, os Leonardos Assis e Soares, o Israel, o Rodrigo Kleinpaul, o Raphael e o Matheus e o Gustavo que eu sempre confundo quem é quem, fico parecendo o Ronan que troca os nomes de todo mundo.

Todo mundo queria esses troféus em 2016 e o maior ficou com o Bruno.
Não eu, o Scopim. 

E aí que no dia 28/04, terceira etapa de 2017, encerrei minha participação neste campeonato que começou lá em 2011, com 6 caras e que hoje conta com 28 inscritos. Nosso sistema mostra que disputei 68 provas, ganhei 4 e marquei 929 pontos.

Sistema bobinho esse, hein Marcelo... O que ele não mostra é que conquistei um monte de amigos espetaculares,  apoio em momentos difíceis e celebrei com eles vitórias na vida que valem muito mais do que as 4 corridas (3 na chuva!) que ganhei na nossa Copa BH de Kart, o maior campeonato da história de humanidade.


A todos vocês meu muito obrigado, bons campeonatos e me aguardem que qualquer hora eu apareço! 

Pra mim é fim da linha por enquanto... E que a Copa BH de Kart tenha
uma looooonga história pela frente! 

sábado, 29 de abril de 2017

Em dia de despedidas, Júlio vence e assume a liderança da Copa BH de Kart

Pedro Henrique (futuro campeão), Júlio (1º), Flávio (2º), Bruno Scopim (3º),
Marcelo (4º) e Laurence (5º). 

A Copa BH de Kart 2017 tem novo líder: depois de uma atuação primorosa, Júlio venceu a terceira etapa e assumiu a ponta do campeonato com 5 pontos de vantagem para Flávio, que terminou em segundo na prova e subiu para a vice liderança do torneio. O campeão Bruno Scopim chegou em terceiro e ainda fez a melhor volta da corrida.

Em uma prova marcada por muita emoção, todas as homenagens do mundo do automobilismo foram direcionadas para Bruno Aleixo, que encerrou sua trajetória na Copa BH de Kart com uma corrida absolutamente medíocre. De todas as 57 ultrapassagens que o piloto sofreu durante toda a prova, o destaque fica para a de Ronan, que levou por fora na 2ª volta, carimbando o passaporte paulistano do frustrado adversário.

Mas a enorme torcida que lotou as arquibancadas acabou voltando suas atenções para a eletrizante disputa entre Ronan, Israel, Laurence e Marco Antônio, devidamente patrocinada por Hélio. Aparentemente esquecendo-se da sua condição de retardatário, o piloto da MMAP Racing resolveu assumir seu lado "junta bolinho" e segurou a turma pra valer, o que acabou em confusão em um toque com Marco Antônio.

Mas pior mesmo ficou para Israel e Ronan. Depois de rodarem juntos, produzindo uma coreografia inesquecível, os dois tentaram corridas de recuperação. Vitimado pelo alto preço da gasolina, Israel acabou ficando sem combustível e parou ao lado do tio do Posto Ipiranga, que estava fazendo cestos de palha no lado de fora da pista.

Ronan foi acertado por um adversário, rodou e foi obrigado a empurrar o próprio kart para tentar voltar a pista. A 17ª posição acabou empurrando o único bi-campeão do torneio para o terceiro lugar na tabela de classificação.

A bandeirada ainda reservou lágrimas e chororô, com Bruno Aleixo imitando Ayrton Senna, levantando uma bandeira para a emocionada torcida, que saudou sua última volta na carreira. Perguntado sobre o real motivo da aposentadoria, ele desconversou, mas há boatos de que a Esquadrilha dos Aloprados negocia uma contratação bombástica que vai abalar as estruturas do automobilismo.

Agora, a Copa BH de Kart segue sua trajetória no próximo dia 18 de maio, com a quarta etapa. E o campeonato segue emocionante!



Resultado final:

1º) Júlio Gervásio - MMAP Racing
2º) Flávio Rodrigues - North Racing
3º) Bruno Scopim - Sitor Racing
4º) Marcelo Maia - Hackers
5º) Laurence Martins - Esquadrilha dos Aloprados
6º) Rogério Policarpo - KZ Racing Team
7º) Matheus Duarte - Duarte Motor Racing
8º) Marco Antônio - Hackers
9º) Bruno Aleixo - Esquadrilha dos Aloprados
10º) Juliano Schmitberger - North Racing
11º) Gustavo Duarte - Duarte Motor Racing
12º) Diego Moreira - KZ Racing Team
13º) Leandro Lélis - Scuderia KIP
14º) Sérgio Sampaio - DNA Racing
15º) Alexandre Soares - Racing Fast
16º) Leonardo Soares - Maverick Racing Team
17º) Ronan Emediato - SpeedDog
18º) Eduardo Braga - Racing Fast
Luiz Neme - Convidado
Marcelo Moreto - Convidado
19º) Hélio Pedroli - MMAP Racing *
20º) Israel Meliuz - MeliuzNeuroracing


* Piloto punido pela direção de prova por desrespeitar bandeiras azuis

Classificação final

sexta-feira, 7 de abril de 2017

5 filmes bons e ruins sobre automobilismo

O cinema tem uma enorme dificuldade em retratar esportes. É difícil encontrar um filme que seja fiel a modalidade esportiva da pauta. Geralmente os diretores exageram nas cenas e produzem momentos bastante constrangedores.

O automobilismo também sofre com isso. Existem vários filmes horríveis sobre corridas, mas também têm aqueles que salvam a pátria.

Hoje vamos ver uma lista de cinco filmes sobre corridas. Uns são ótimos e até obrigatórios. Outros, só se você quiser dar muitas risadas involuntárias.

Rush - No Limite da Emoção




Dizem que Grand Prix, filme da década de 60, é o clássico definitivo sobre automobilismo. Não vou discutir, mas não vi o filme. Então para mim, este lugar está reservado para "Rush".

Narrando a história da rivalidade entre Niki Lauda e James Hunt, "Rush" mergulha sem dó no ambiente da Fórmula 1 dos anos 70, uma época absolutamente fascinante para quem gosta de corridas. Dos acidentes marcantes (inclusive o do próprio Lauda) à beleza das máquinas, passando pelos desafios de se correr em uma época com tão pouca segurança, o filme nos transporta diretamente para tudo aquilo que o automobilismo tem de bom e de ruim.

E não há, pelo menos até onde sei, nenhum filme que tenha conseguido retratar uma modalidade esportiva com tanto respeito e fidelidade quanto este. A recriação dos carros da época é sensacional, as cenas são absolutamente fiéis ao que ocorria na pista e a reprodução do caráter de cada piloto está perfeita. Destaque absoluto para Daniel Brühl, que não só interpreta como se transforma em Niki Lauda. E, para comprovar isso, basta ver ou ouvir qualquer entrevista do ex-tricampeão em qualquer época.

Quem ainda não viu "Rush", não perca tempo. É um filme para ser assistidos inúmeras vezes.

Carros



Personagens divertidos, animação caprichada e uma boa história para contar. "Carros" segue à risca a cartilha da Pixar de filmes em desenho animado e não decepciona. O filme conta a história de Relâmpago McQueen, um carro de Nascar que acaba perdido e preso numa cidade às margens da Rota 66, uma semana antes da decisão do campeonato da categoria. Para sair de lá ele precisa superar sua arrogância e aprender várias lições com os moradores locais.

Não é um enredo genial, é verdade, mas "Carros" traça um retrato descontraído e bastante fidedigno do automobilismo norte-americano. Do clima interiorano e amistoso que permeia o ambiente das corridas, passando pela reverência do povo aos ídolos do passado e recheando tudo com situações corriqueiras e atuais, como os micos que os pilotos precisam pagar para promover as marcas que os patrocinam.

No processo o filme traz muitas curiosidades, como a homenagem explícita à lenda da Nascar, o piloto Richard Petty, ou a participação especial de Michael Schumacher, que dubla uma Ferrari no final do filme.

Infelizmente, Carros ganhou uma continuação anos depois, mas ela nem se compara ao original.


Alta Velocidade




Silvester Stallone queria muito fazer um filme sobre automobilismo. Andou perambulando pelos bastidores da Fórmula 1 na década de 90, mas percebeu que aquele ambiente fechado não permitiria que ele rodasse suas cenas. Partiu então para a Cart.

Infelizmente ele deveria ter ido para casa, já que "Alta Velocidade" é uma das piores porcarias já produzidas na história do cinema. No filme, Stallone é Joe Tanto, um campeão aposentado que é convidado por seu ex-chefe, interpretado por Burt Reynolds, para ajudar o jovem e talentoso Jimmy Bly a vencer o campeonato. Uma clara inspiração no campeonato da F1 de 94, quando Nigel Mansell foi chamado pela Williams para ajudar Damon Hill no final da disputa.

Até poderia ser uma boa história se o roteiro não fosse povoado por personagens patéticos e acidentes absurdos, que desafiam todas as leis da física. Há, ainda, um triângulo amoroso ridículo envolvendo dois pilotos e uma loira que a cada hora namora um e uma trama totalmente inverossímil sobre o empresário de Bly, vivido por Robert Sean Leonard, o Dr. Wilson, da série House.

Se você estiver à toa e quiser dar uma espiada neste lixo, atente-se especialmente à cena na qual dois pilotos saem pelas ruas acelerando um carro de Fórmula Indy, ou à patética tomada final, da decisão do campeonato. Nem mesmo as cenas filmadas em corridas reais salvam, já que são rápidas e cheias de cortes, sendo substituídas pelas réplicas mal feitas dos carros da categoria.


Dias de Trovão



"Dias de Trovão" é o típico filme americano que conta a história de um herói que, talentoso e arrogante, precisa superar vários desafios para conseguir vencer os adversários, dar a volta por cima e, claro, beijar a linda loira no fim.

Neste filme, Tom Cruise é Cole Trickle, um jovem piloto que chega à Nascar achando que vai vencer todas as corridas e acaba tropeçando nos próprios erros. E é uma pena que este seja o fio condutor da história, pois "Dias de Trovão" também oferece uma visão interessantíssima sobre os bastidores da categoria americana, mostrando como funcionam as negociações entre equipes e patrocinadores, e a maneira como essas negociatas chegam aos pilotos em forma de pressão. Destaque para a belíssima cena na qual o personagem de Robert Duvall constrói o carro que será usado por Trickle.

Com várias cenas filmadas em corridas de verdade, "Dias de Trovão" acaba sendo um passatempo interessante, embora tivesse potencial para ser muito mais que isso. Mas vale a conferida.


Senna



Lançado em 2010, o documentário “Senna” é uma verdadeira pérola para os amantes do automobilismo. Acompanhando a trajetória de Ayrton Senna desde o Kart, o documentário, produzido pelo inglês Asif Kapadia mostra detalhes da carreira do brasileiro sem transformá-lo numa espécie de Jesus Cristo na Terra, como estamos acostumados a ver na Rede Globo.

Recheado de imagens interessantíssimas dos bastidores, o documentário mostra como a rivalidade entre Senna e Prost se deu dentro e fora da pista, com o francês tentando desestabilizar o brasileiro. Também é interessante acompanhar a forma como se davam as reuniões entre pilotos antes das provas e a maneira como Senna reagia às determinações com as quais não concordava, frequentemente esbravejando e deixando a sala antes do fim do encontro.

Mas, além da politicagem, o filme também mostra o talento incomparável de Senna na pista e o clima de tensão que cercou o fim de semana do GP de San Marino, que acabaria resultando na morte do brasileiro e de Roland Ratzenberger.

De quebra, é possível ver cenas raríssimas, como aquela do acidente de Ratzenberger feita a partir da câmera de um espectador que eu, pelo menos, nunca tinha visto. “Senna” é um documentário para ver e guardar para mostrar para os filhos.

E você, conhece algum outro filme sobre automobilismo que merecia estar nesta lista? Então participe deixando seu comentário no post! 






sexta-feira, 31 de março de 2017

5 teorias que explicam (ou tentam) o acidente de Ayrton Senna

O acidente que matou Ayrton Senna, na 7ª volta do GP de Ímola de 1994, deixou uma lacuna para todos aqueles que gostam de automobilismo. Afinal de contas, o que levou o Williams FW16 a sair reto, em uma curva de pouca complexidade, espatifando-se no muro e matando o piloto quase instantaneamente?

A perícia realizada no carro não foi capaz de definir a causa do acidente, devido ao estado do chassi após a batida. Sobraram então as especulações.

E elas são muitas. Algumas bastante razoáveis, outras ridículas de doer. Veja, abaixo, 5 teorias que podem explicar o acidente de Senna. E tente não rir de algumas delas.

1. Quebra da barra de direção




Fato: a barra de direção do FW16 estava quebrada quando Senna foi retirado dos destroços. Mas a perícia não sabe definir se a quebra ocorreu antes ou depois da batida.

De qualquer maneira, a quebra da barra de direção é a teoria mais aceita entre aqueles que acompanharam o caso mais de perto. Sabe-se que a Williams fez uma adaptação na peça, a pedido de Senna, que não estava satisfeito com a posição de dirigir do FW16.

Ayrton pediu à equipe que desse um jeito de aproximar o volante de seu corpo, para evitar que suas mãos batessem no cockpit do carro quando ele fazia curvas. A Williams realizou o serviço mas, segundo especialistas, com falhas. Ao longo do fim de semana, Senna pilotou o carro em Ímola da forma como queria, mas o material não resistiu à emenda mal feita e se partiu por stress, no meio da Tamburello.

De fato, ao ver as imagens da câmera onboard na última voltado piloto, o volante parece se mover verticalmente de forma excessiva. Mas a câmera para de funcionar assim que o carro sai da pista e, com isso, não é possível saber exatamente o que ocorreu deste ponto, até o impacto com o muro.

2. Aquecimento dos pneus




Quando aquecido corretamente, o pneu expande, aumentando a altura do carro em relação ao solo. Isso é levado em conta pelos projetistas na hora de desenhar o carro. E Adrian Newey foi bem radical no projeto do FW16, fazendo com que o carro fosse bastante baixo para compensar a falta dos equipamentos eletrônicos que haviam sido banidos pelo regulamento.

De acordo com essa teoria, Senna teria sofrido para manter os pneus do seu carro aquecidos, após o acidente de J.J. Letho e Pedro Lamy, na largada de Ímola/94. O safety car usado na época não era esse Mercedão que vemos hoje, e sim um veículo de rua normal (no caso, um Opel Vectra). Em velocidade muito baixa, e com um carro mais perto do solo que o normal, Senna reiniciou a corrida com os pneus mais frios e o carro mais baixo ainda. Ao passar pela Tamburello pela segunda vez, o Williams pulou na ondulação, perdeu contato com o solo e saiu reto.

Ninguém nunca ligou muito para essa teoria, mas há 3 anos Damon Hill deu uma entrevista esclarecedora a Sky Sports. O piloto, que conduzia o outro Williams, disse que Senna largara com o tanque do FW16 abarrotado de combustível, disposto a fazer apenas uma parada. O próprio Hill achou a estratégia temerária, pois os pilotos já sabiam do excesso de ondulações na pista e tanto ele quanto Senna vinham sofrendo com a falta de equilíbrio do carro. Com peso extra e pneus frios, Ayrton não teve tempo de reagir quando o carro escapou.

Particularmente, acho essa teoria bastante razoável.

3. Quebra da suspensão traseira




A Williams havia dominado os campeonatos de 92 e 93 com um sistema de suspensão computadorizado, incrivelmente tecnológico e eficaz. Mas a FIA proibiu o equipamento para 94 e Adrian Newey colocou a cabeça para funcionar, no intuito de encontrar uma solução que minimizasse as perdas que o time sofreria em desempenho.

O resultado foi uma suspensão traseira tão inovadora quanto problemática. Os dois triângulos era sustentados por uma longa barra em fibra de carbono, que possibilitava sustentar a traseira do carro mais embaixo do que o normal, criando um fluxo de ar otimizado para o aerofólio.

O problema é que o sistema era extremamente rígido, justamente para evitar que o carro batesse muito no chão. E a suspensão vinha dando um problema atrás do outro.

Muita gente creditou à quebra da suspensão traseira a responsabilidade pelo carro sair reto daquela forma. Mas há um problema: quando a suspensão traseira quebra, assim como quando há um furo no pneu traseiro, a tendência do carro é sair rodando e não ir reto, como foi o caso de Senna. Para comparar, o acidente de Nelson Piquet em 87, na mesma curva, foi causado por um furo de pneu. E a Williams de Piquet saiu rodando, ao contrário da de Senna.

4. Erro do piloto




Em 1994 ainda não havia Internet ou Redes Sociais, mas fico imaginando como seria se houvesse. Certamente, uma parte do tribunal do Twitter condenaria Senna por ter errado no contorno da Tamburello.

E, na época, uma parte da imprensa inglesa levantou essa lebre. O que eles não conseguiram explicar foi como um tricampeão do mundo, com 41 vitórias, erraria o contorno de uma curva feita com pé embaixo, em sexta marcha a mais de 300 KM/h. Fica o mistério...

5. Senna foi baleado por um atirador de elite




Calma, não ria ainda. Vai piorar. Há cerca de três anos, surgiu na Internet (ah, a Internet...) uma teoria maravilhosa que dizia que Senna teria sido abatido com um tiro na cabeça. O Snipper estaria posicionado em uma árvore, na entrada da Tamburello. Eu não deveria perder tempo com essa teoria, mas vamos lá:

  • Devia ser um super Snipper. O cara conseguiu acertar um piloto de Fórmula 1, a mais de 300 por hora, estando trepado no topo de uma árvore. Uau.
  • A parte de trás da Tamburello (depois do muro) tinha uma pequena faixa de grama e logo vinha um enorme barranco que dava em um rio. Tradicionalmente, os fotógrafos se amontoavam ali. E o Snipper conseguiu subir na árvore, ficando lá até a 7ª volta, sem ser notado por ninguém. Nem mesmo o Inspetor Closeau seria tão incrível.
  • Senna saiu da pista a 320Km/h em sexta marcha. De acordo com a telemetria da Williams, ele bateu no muro a 210Km/h em quarta marcha. Ou seja: quem atribui a Senna o título de melhor da história deve ter razão. Só mesmo sendo muito foda para frear e reduzir marchas tendo levado um pipoco na cabeça.
  • E por fim: qual seria, meu Deus do Céu, o interesse em abater um piloto de Fórmula 1, em um evento ao vivo transmitido para milhões de pessoas? Teriam os conspiradores um plano infalível para vender garrafinhas d'água no velório, em São Paulo? Seria Frank Williams, que desejava colocar David Coulthard no lugar de Senna pelo resto da temporada? Cartas para a redação.



Se você conhece alguma outra teoria que possa explicar o acidente de Ayrton Senna, colabore como blog e deixe um comentário aqui embaixo! 

sexta-feira, 24 de março de 2017

5 interpretações curiosas de regulamento

Umas das coisas mais legais do automobilismo, especialmente na Fórmula 1, é acompanhar o trabalho dos projetistas em busca das melhores soluções. Com o passar dos anos, os regulamentos foram ficando cada vez mais apertados e, por isso, a turma das pranchetas precisa estar sempre em busca de brechas, para ganhar segundos preciosos na pista.

Veja 5 vezes em que os projetistas interpretaram o regulamento de um jeito curioso, e produziram algumas máquinas fantásticas e outras nem tanto:

Tyrrell P34




Pilotos: Patrick Depailler, Jody Scheckter e Ronnie Peterson
Projetista: Derek Gardner

A temporada de 75 não estava sendo muito fácil para a Tyrrell: contando com um motor Cosworth com 50 cavalos a menos que os adversários, a equipe vinha perdendo terreno a cada prova.

O projetista Derek Garder apareceu, então, com uma solução bastante inovadora, para ser aplicada no ano seguinte: um carro com duas rodas a mais na dianteira. O objetivo de Gardner era ganhar aderência em curvas de alta, para compensar a falta de velocidade do carro em retas.

Nos primeiros testes, de fato, o projeto batizado de P34 mostrou que poderia funcionar. O próprio Emerson Fittipaldi aproveitou para seguir os carros de Scheckter e Depailler em suas primeiras saídas de pista e ficou impressionado com a aderência dianteira do modelo.

Animado, Ken Tyrrel autorizou que o P34 fosse para a pista na temporada de 76. E, neste primeiro ano, a coisa até que correu bem.

A equipe conseguiu uma vitória com Scheckter na Suécia, em uma prova marcada pela chuva forte. O Sul-Africano conseguiu chegar ao terceiro lugar no campeonato e Derek Gardner achou que o projeto poderia ser melhor desenvolvido em 77.

Mas o P34 logo se mostraria inviável, por três fatores principais:

  • Pneus: como eram menores do que os pneus dianteiros convencionais, os compostos do P34 aqueciam mais do que o normal, gerando desgaste prematuro. O carro ia bem em treinos e no início das provas, mas depois ficava para trás.
  • Custo: a Goodyear concordou em produzir pneus especiais para a Tyrrell, mas cobrou uma baba por isso. Sem resultados, não havia como pagar a fornecedora.
  • Paradas de box: é incrível que Gardner não tenha pensado nisso, mas o P34 demorava mais tempo nos boxes na hora de trocar pneus, pelo simples motivo de ter duas rodas a mais na frente.


Assim, ao final de 77, o Tyrrell P34 foi aposentado, tornando-se parte da história do automobilismo.

McLaren Mp4/10




Pilotos: Mika Hakkinen, Nigel Mansell e Mark Blundell
Projetista: Neil Oatley

Em 1995 a McLaren daria início a parceria com a Mercedes Benz que, no futuro, renderia muitos frutos. Mas, no primeiro ano, a coisa foi meio complicada.

O regulamento daquele ano foi mudado para evitar que acidentes como o que matou Ayrton Senna se repetissem. Os carros tiveram seu downforce diminuído, para reduzir a velocidade nas curvas. Um dos itens que mais foi modificado foi a asa traseira, mais baixa e larga.

O projetista Neil Oatley entendeu que o regulamento limitava as medidas da asa traseira, mas não falava nada sobre a instalação de aerofólios extras no carro. Ele, então, não teve dúvidas: espetou uma asa auxiliar sobre a carenagem que cobre o motor, tentando dar mais estabilidade ao carro.

Infelizmente, a traquitana não adiantou absolutamente nada. Tanto que foi abandonada a partir do GP do Canadá, naquele ano. Oatley deveria ter se preocupado mais em projetar um carro adequado às necessidades dos seus pilotos já que Nigel Mansell não cabia no cockpit do Mp4/10. O Leão disputou apenas duas provas, mal conseguiu se manter na pista, e aposentou-se da F1 de forma melancólica.

Nota do blog: pouca gente concorda comigo, mas esse carro era bonito pra cacete.

Ferrari F300




Pilotos: Michael Schumacher e Eddie Irvine
Projetista: Rory Byrne

A função do aerofólio traseiro é manter a traseira do carro grudada no chão, para lhe dar mais estabilidade tanto em retas quanto em curvas. Para isso, o carro precisa de muito ar passando por ali.

Rory Byrne, lendário parceiro de Michael Schumacher em todos os seus títulos, teve uma ideia genial para solucionar os problemas de estabilidade do F300 da Ferrari, que vinha apanhando da McLaren em 1998.

O cara simplesmente pegou os escapamentos do carro, que sempre ficavam na parte de baixo, e os moveu para a parte de cima da carenagem. Assim, o ar que saía do motor seria jogado direto na asa traseira, auxiliando o vento natural a fazer o trabalho de manter o carro grudado ao chão.

E engenhoca deu tão certo que Schumacher recuperou o terreno perdido na temporada e levou a disputa do título até a última prova, quando acabou perdendo para Mika Hakkinen. Mas até hoje os escapamentos de carros de F1 são instalados na parte de cima da tampa do motor.

Brawn BGP 001




Pilotos: Jenson Button e Rubens Barrichello
Projetista: Jorg Zander

Construída sobre o espólio da falida Honda, a Brawn GP teve apenas um ano de Fórmula 1, antes de ser vendida para a Mercedes. E que ano! Assim que os carros branquinhos foram para a pista, todo mundo notou que algo parecia estar errado no BGP 001, extremamente estável e rápido em curvas. Tanto que Rubens Barrichello quebrou o recorde de Barcelona logo no primeiro teste do modelo.

Mas não havia nada errado. O projetista Jorg Zander decidiu explorar melhor o assoalho do carro e instalou um difusor duplo para prender o modelo ao chão com a ajuda do próprio ar. O difusor é uma peça que serve para canalizar o ar que vem pela frente do carro, fazendo com que o fundo do monoposto funcione como uma asa de avião ao contrário, prendendo o carro no chão.

Zander percebeu que o novo regulamento da F1 não citava quantos difusores um carro poderia ter e criou um novo canal para que o ar passasse em dobro pelo assoalho. Com isso, o BGP 001 fazia curvas de alta e baixa sem se mover, completamente estável.

Assim, Jenson Button faturou seu primeiro título na F1 e Rubens Barrichello conquistou a última vitória do Brasil na categoria, no já longínquo GP da Itália de 2009.

McLaren Mp4/25




Pilotos: Jenson Button e Lewis Hamilton
Projetista: Paddy Lowe

O que a Ferrari fez com o ar que saía dos escapamentos em 1998 pode ter inspirado a McLaren, 12 anos depois. Mas a equipe inglesa adotou uma engenhoca bem mais estranha e, por incrível que pareça, eficaz.

A equipe instalou um duto de ar na frente do Mp4/25. Quando entravam na reta, Button e Hamilton tapavam um buraco com o joelho esquerdo e isso desviava o vento que vinha em alta velocidade para um cano, que o direcionava para o aerofólio traseiro.

Assim, a asa se abaixava e o carro ganhava mais velocidade na reta. Sem querer, a McLaren inventou o conceito de asa móvel, que seria adotado no ano seguinte.


O sistema fez tanto sucesso que a Ferrari implantou algo semelhante. Mas a traquitana dos italianos precisava ser acionada com as mãos e Alonso e Massa passaram a ser obrigados a dirigir com uma mão só nas retas. A FIA logo interviu e proibiu o equipamento da Ferrari, por causa da falta de segurança. 

sábado, 18 de março de 2017

Israel vence a primeira na Copa BH de Kart e prova que existe mesmo

Pódio antes das punições: Israel (1º), Marco Antônio (2º), Ronan (3º), Scopim (4º) e Rogério (5º)

No ano passado ele estava inscrito na Copa BH de Kart, mas ninguém viu. Seu nome estava nas listas de largada, mas seu kart não ia para o grid. Em 2017, a direção da MeliuzNeurocing deu o ultimato: ou caga ou sai da moita, meu filho. E ele cagou bonito.

Israel venceu de forma brilhante a 2ª etapa da Copa BH de Kart 2017, após uma disputa acirrada com Marco Antônio. A briga foi tão intensa, mas tão intensa, que os dois fizeram exatamente o mesmo tempo em suas melhores voltas, o que é um espanto. Marquinho chegou a liderar, mas foi superado no final e terminou na segunda posição.

Ronan terminou a prova em terceiro e assumiu a liderança do campeonato com 2 pontos de vantagem para Bruno Aleixo. O pódio ainda teve o campeão Bruno Scopim em 4º e Rogério, que largara na pole, em 5º. No resultado oficial, Scopim perdeu o 4º lugar após ser punido pela Comissão Organizadora. 

Logo no começo da corrida, Rogério disparou na liderança. No pelotão de trás uma zona generalizada segurou praticamente todos os pilotos, gerando uma punição para Gustavo, que largou em segundo.

Com isso Rogério, o dublê de Jaspion, abriu uma enorme vantagem. Mas os adversários começaram a encostar assim que se livraram da confusão e nem mesmo os superpoderes da espada samurai impediram que Rogério perdesse a ponta. O piloto ainda tentou um plano B, lançando um casco de tartaruga para tentar acertar os oponentes, mas errou a mira e ainda perdeu moedas de ouro que ficam flutuando no ar. Uma loucura.  

Mais atrás, Bruno e Rodrigo suaram para conseguir ultrapassar Leandro, que descobriu uma curiosa habilidade: a de pilotar três karts ao mesmo tempo, bloqueando toda a pista e impedindo a ultrapassagem dos adversários. Enquanto isso, Marcelo, intoxicado pela fumaça que inalou do kart fumegante de Hélio, entrou um pouco tonto na pista e acabou se metendo em uma confusão com Scopim, levando a pior. Scopim acabou punido pela comissão organizadora, perdendo o 4º lugar ao final da prova. 

Quem não tem muitos motivos para comemorar é Júlio. Ocupando a 4ª posição, que lhe daria a liderança do campeonato, o piloto da MMAP Racing decidiu partir para cima de Ronan, tentando subir para 3º. Sem conseguir passar pela pista, Júlio se lançou na grama, tentando criar uma trajetória inédita na história do automobilismo. Infelizmente, o revolucionário traçado acabou derrubando-o para a 9ª posição, o que gerou choros e lamentações no box da equipe.

A Copa BH de Kart volta no próximo dia 27/04, com a 3ª etapa do campeonato!

Classificação Final

1º) Israel Meliuz - MeliuzNeuroracing
2º) Marco Antônio - Hackers
3º) Ronan Emediato - SpeedDog
4º) Rogério Policarpo - KZ Racing Team
5º) Bruno Aleixo - Esquadrilha dos Aloprados
6º) Leandro Lélis - Scuderia KIP
7º) Rodrigo Marques - Sitor Racing
8º) Bruno Scopim - Sitor Racing *
9º) Júlio Gervásio - MMAP Racing
10º) Marcelo Maia - Hackers
11º) Flávio Leocádio - DNA Racing
12º) Flávio Rodrigues - North Racing
13º) Alexandre Motta - SpeedDog
14º) Rodrigo Soares - Scuderia KIP
15º) Matheus Duarte - Duarte Motor Racing
16º) Luis Fernando - DeLorean Team Racing
17º) Juliano Schmitberger - North Racing
18º) Hélio Pedroli - MMAP Racing
19º) Rodrigo Kleinpaul - Meliuz Neuroracing
20º) Alexandre Soares - Racing Fast
21º) Gustavo Duarte - Duarte Motor Racing *
22º) Douglas Rodrigues - DeLorean Team Racing
23º) Diego Moreira - KZ Racing Team
24º) Leonardo Assis - Maverick Racing Team
25º) Leonardo Soares - Maverick Racing Team

26º) Eduardo Braga - Racing Fast

* Pilotos punidos pela comissão organizadora, por manobra antidesportiva


Melhor Volta
Bruno Scopim - Sitor Racing (1:05.633)


Classificação do campeonato
http://pentagrama.homeip.net:9001/homologacao/kartmobile/

Vídeos da corrida

Marco Antônio


Júlio Gervásio





quinta-feira, 9 de março de 2017

5 coisas que só podiam acontecer com Barrichello

Rubens Barrichello disputou 323 corridas de Fórmula 1, conseguindo 11 vitórias, 14 poles, 68 pódios e dois vice-campeonatos. Não é pouca coisa.

Mas o que marcou Rubinho em seus quase 20 anos de F1 foram as vezes em que o azar agiu de forma implacável, produzindo situações inacreditáveis. Ocorrências que foram potencializadas pelas sempre hilárias entrevistas dos piloto, carregadas de frases de efeito e de uma vitimização sem fim.

Goste-se ou não, Rubens Barrichello foi um grande personagem, que faz uma enorme falta à F1 atual. Veja, abaixo, 5 coisas que só poderiam ter acontecido com ele.

GP da Hungria 1995 - Parada a 200 metros da bandeirada




A temporada de 95 vinha sendo cruel para Rubinho. Carregando nos ombros o peso de substituir Ayrton Senna no coração da torcida brasileira, Barrichello recebeu das mãos da Jordan um carro pesado, desajeitado e difícil de acertar. O J195 contava com um câmbio de 7 marchas, revolucionário na época, mas também tinha um motor Peugeot que, embora potente, era frágil e consumia milhares litros de gasolina por segundo.

Com isso, Rubinho fazia uma temporada ruim até que chegou o GP da Hungria. Uma prova cheia de abandonos que colocou o Jordan nº 14 em terceiro, há cinco voltas do final. Mas aí, na última curva, o carro apagou devido a um problema na válvula pneumática. Rubinho ainda tentou chegar no embalo mas, há cerca de 200 metros da bandeirada, foi superado por Berger, Herbert, Frentzen e Panis, terminando na sétima posição, sem um pontinho sequer.

GP da Europa 1999 - E o vencedor é... Johnny Herbert!




Em seus dois primeiros anos como dono de equipe, Jackie Stewart lutou apenas para marcar alguns pontinhos. Mas em 99 a equipe conseguiu fazer um bom carro e, com ele, Rubens Barrichello produziu atuações de gala. Liderou corridas, brigou por vitórias, duelou entre as equipes grandes e conseguiu pódios. A primeira vitória da Stewart era questão de tempo. E tinha que vir com Barrichello.

No GP da Europa, uma corrida complicada, vários pilotos abandonaram devido ao mau tempo. De repente, nas últimas voltas, surge o Stewart branquinho na frente de todos. Só podia ser Barrichello! Mas não...

Johnny Herbert, um experiente inglês que fazia uma temporada bem menos glamourosa do que a do brasileiro surgiu para vencer a prova e possibilitar que Sir Jackie subisse ao pódio como dono de equipe pela primeira vez.

GP do Brasil 2001 - Rubinho >>>> Usain Bolt




Quem já foi a alguma corrida de F1 sabe que os pilotos têm direito a uma ou duas voltas na pista, antes de levar o carro para o grid de largada. E existe um prazo para deixar os boxes, antes da largada.
Este é um momento em que raramente ocorrem problemas mecânicos, a não ser que o piloto seja Rubens Barrichello. A Ferrari F2001 parou logo após a curva do lago, com problemas hidráulicos. 

Precisando chegar rápido aos boxes para pegar o carro reserva (acertado para Michael Schumacher), Rubinho saiu correndo feito Usain Bolt, com a torcida indo ao delírio nas arquibancadas.

Ele chegou ao box, pulou dentro do carro e saiu da garagem faltando 10 segundos para o encerramento do prazo, transformando as arquibancadas do autódromo em um estádio de futebol. Aí, na largada, Barrichello perdeu o ponto de frenagem no fim da reta oposta, acertando em cheio a traseira de Ralf Schumacher e ficando fora da corrida.

GP da França 2002 - Me tirem daqui!




A Ferrari tinha um carro tão melhor do que os outros na temporada de 2002 que Michael Schumacher poderia se sagrar campeão no GP da França, que marcava a metade da temporada!

Seu único "adversário" era Rubens Barrichello. Mas o alemão não teve com o que se preocupar. Na volta de apresentação, a Ferrari deixou o F2002 suspenso pelos cavaletes, enquanto todos os outros carros saiam para a largada. Rubinho acabou abandonando sem ter uma explicação mais detalhada sobre o problema. Para os teóricos da conspiração, foi um prato cheio.  E a imagem do carro suspenso no grid de largada é tragicamente hilária.

GP do Brasil 2003 - Finalmente um vencedor brasileiro em Interlagos? Humm, não...




O GP do Brasil de 2003 foi um dos mais confusos e acidentados da história. A drenagem da curva do sol estava uma lástima e vários pilotos escorregaram na pista molhada, indo parar nos pneus. Dentre eles, Michael Schumacher.

Tudo isso resumiu a disputa pela ponta a um duelo eletrizante entre David Coulthard e Rubens Barrichello. O escocês não resistiu à pressão do brasileiro e errou na entrada do S do Senna. Faltavam apenas 20 voltas para o final e a torcida foi à loucura: finalmente havia chegado o dia da primeira vitória de Rubinho no Brasil, 10 anos após a última vitória brasileira em Interlagos.

Mas aí... A F2003GA passou pipocando pela reta oposta e apagou logo depois da curva do sol. Inacreditavelmente, uma falha nos computadores deixou a Ferrari sem um controle preciso da quantidade de combustível que Rubinho tinha no tanque. E o carro ficou sem gasolina!


E aí, você lembra de mais um azar inacreditável deste sensacional piloto brasileiro? Então participe deixando seu comentário!