sexta-feira, 24 de março de 2017

5 interpretações curiosas de regulamento

Umas das coisas mais legais do automobilismo, especialmente na Fórmula 1, é acompanhar o trabalho dos projetistas em busca das melhores soluções. Com o passar dos anos, os regulamentos foram ficando cada vez mais apertados e, por isso, a turma das pranchetas precisa estar sempre em busca de brechas, para ganhar segundos preciosos na pista.

Veja 5 vezes em que os projetistas interpretaram o regulamento de um jeito curioso, e produziram algumas máquinas fantásticas e outras nem tanto:

Tyrrell P34




Pilotos: Patrick Depailler, Jody Scheckter e Ronnie Peterson
Projetista: Derek Gardner

A temporada de 75 não estava sendo muito fácil para a Tyrrell: contando com um motor Cosworth com 50 cavalos a menos que os adversários, a equipe vinha perdendo terreno a cada prova.

O projetista Derek Garder apareceu, então, com uma solução bastante inovadora, para ser aplicada no ano seguinte: um carro com duas rodas a mais na dianteira. O objetivo de Gardner era ganhar aderência em curvas de alta, para compensar a falta de velocidade do carro em retas.

Nos primeiros testes, de fato, o projeto batizado de P34 mostrou que poderia funcionar. O próprio Emerson Fittipaldi aproveitou para seguir os carros de Scheckter e Depailler em suas primeiras saídas de pista e ficou impressionado com a aderência dianteira do modelo.

Animado, Ken Tyrrel autorizou que o P34 fosse para a pista na temporada de 76. E, neste primeiro ano, a coisa até que correu bem.

A equipe conseguiu uma vitória com Scheckter na Suécia, em uma prova marcada pela chuva forte. O Sul-Africano conseguiu chegar ao terceiro lugar no campeonato e Derek Gardner achou que o projeto poderia ser melhor desenvolvido em 77.

Mas o P34 logo se mostraria inviável, por três fatores principais:

  • Pneus: como eram menores do que os pneus dianteiros convencionais, os compostos do P34 aqueciam mais do que o normal, gerando desgaste prematuro. O carro ia bem em treinos e no início das provas, mas depois ficava para trás.
  • Custo: a Goodyear concordou em produzir pneus especiais para a Tyrrell, mas cobrou uma baba por isso. Sem resultados, não havia como pagar a fornecedora.
  • Paradas de box: é incrível que Gardner não tenha pensado nisso, mas o P34 demorava mais tempo nos boxes na hora de trocar pneus, pelo simples motivo de ter duas rodas a mais na frente.


Assim, ao final de 77, o Tyrrell P34 foi aposentado, tornando-se parte da história do automobilismo.

McLaren Mp4/10




Pilotos: Mika Hakkinen, Nigel Mansell e Mark Blundell
Projetista: Neil Oatley

Em 1995 a McLaren daria início a parceria com a Mercedes Benz que, no futuro, renderia muitos frutos. Mas, no primeiro ano, a coisa foi meio complicada.

O regulamento daquele ano foi mudado para evitar que acidentes como o que matou Ayrton Senna se repetissem. Os carros tiveram seu downforce diminuído, para reduzir a velocidade nas curvas. Um dos itens que mais foi modificado foi a asa traseira, mais baixa e larga.

O projetista Neil Oatley entendeu que o regulamento limitava as medidas da asa traseira, mas não falava nada sobre a instalação de aerofólios extras no carro. Ele, então, não teve dúvidas: espetou uma asa auxiliar sobre a carenagem que cobre o motor, tentando dar mais estabilidade ao carro.

Infelizmente, a traquitana não adiantou absolutamente nada. Tanto que foi abandonada a partir do GP do Canadá, naquele ano. Oatley deveria ter se preocupado mais em projetar um carro adequado às necessidades dos seus pilotos já que Nigel Mansell não cabia no cockpit do Mp4/10. O Leão disputou apenas duas provas, mal conseguiu se manter na pista, e aposentou-se da F1 de forma melancólica.

Nota do blog: pouca gente concorda comigo, mas esse carro era bonito pra cacete.

Ferrari F300




Pilotos: Michael Schumacher e Eddie Irvine
Projetista: Rory Byrne

A função do aerofólio traseiro é manter a traseira do carro grudada no chão, para lhe dar mais estabilidade tanto em retas quanto em curvas. Para isso, o carro precisa de muito ar passando por ali.

Rory Byrne, lendário parceiro de Michael Schumacher em todos os seus títulos, teve uma ideia genial para solucionar os problemas de estabilidade do F300 da Ferrari, que vinha apanhando da McLaren em 1998.

O cara simplesmente pegou os escapamentos do carro, que sempre ficavam na parte de baixo, e os moveu para a parte de cima da carenagem. Assim, o ar que saía do motor seria jogado direto na asa traseira, auxiliando o vento natural a fazer o trabalho de manter o carro grudado ao chão.

E engenhoca deu tão certo que Schumacher recuperou o terreno perdido na temporada e levou a disputa do título até a última prova, quando acabou perdendo para Mika Hakkinen. Mas até hoje os escapamentos de carros de F1 são instalados na parte de cima da tampa do motor.

Brawn BGP 001




Pilotos: Jenson Button e Rubens Barrichello
Projetista: Jorg Zander

Construída sobre o espólio da falida Honda, a Brawn GP teve apenas um ano de Fórmula 1, antes de ser vendida para a Mercedes. E que ano! Assim que os carros branquinhos foram para a pista, todo mundo notou que algo parecia estar errado no BGP 001, extremamente estável e rápido em curvas. Tanto que Rubens Barrichello quebrou o recorde de Barcelona logo no primeiro teste do modelo.

Mas não havia nada errado. O projetista Jorg Zander decidiu explorar melhor o assoalho do carro e instalou um difusor duplo para prender o modelo ao chão com a ajuda do próprio ar. O difusor é uma peça que serve para canalizar o ar que vem pela frente do carro, fazendo com que o fundo do monoposto funcione como uma asa de avião ao contrário, prendendo o carro no chão.

Zander percebeu que o novo regulamento da F1 não citava quantos difusores um carro poderia ter e criou um novo canal para que o ar passasse em dobro pelo assoalho. Com isso, o BGP 001 fazia curvas de alta e baixa sem se mover, completamente estável.

Assim, Jenson Button faturou seu primeiro título na F1 e Rubens Barrichello conquistou a última vitória do Brasil na categoria, no já longínquo GP da Itália de 2009.

McLaren Mp4/25




Pilotos: Jenson Button e Lewis Hamilton
Projetista: Paddy Lowe

O que a Ferrari fez com o ar que saía dos escapamentos em 1998 pode ter inspirado a McLaren, 12 anos depois. Mas a equipe inglesa adotou uma engenhoca bem mais estranha e, por incrível que pareça, eficaz.

A equipe instalou um duto de ar na frente do Mp4/25. Quando entravam na reta, Button e Hamilton tapavam um buraco com o joelho esquerdo e isso desviava o vento que vinha em alta velocidade para um cano, que o direcionava para o aerofólio traseiro.

Assim, a asa se abaixava e o carro ganhava mais velocidade na reta. Sem querer, a McLaren inventou o conceito de asa móvel, que seria adotado no ano seguinte.


O sistema fez tanto sucesso que a Ferrari implantou algo semelhante. Mas a traquitana dos italianos precisava ser acionada com as mãos e Alonso e Massa passaram a ser obrigados a dirigir com uma mão só nas retas. A FIA logo interviu e proibiu o equipamento da Ferrari, por causa da falta de segurança. 

sábado, 18 de março de 2017

Israel vence a primeira na Copa BH de Kart e prova que existe mesmo

Pódio antes das punições: Israel (1º), Marco Antônio (2º), Ronan (3º), Scopim (4º) e Rogério (5º)

No ano passado ele estava inscrito na Copa BH de Kart, mas ninguém viu. Seu nome estava nas listas de largada, mas seu kart não ia para o grid. Em 2017, a direção da MeliuzNeurocing deu o ultimato: ou caga ou sai da moita, meu filho. E ele cagou bonito.

Israel venceu de forma brilhante a 2ª etapa da Copa BH de Kart 2017, após uma disputa acirrada com Marco Antônio. A briga foi tão intensa, mas tão intensa, que os dois fizeram exatamente o mesmo tempo em suas melhores voltas, o que é um espanto. Marquinho chegou a liderar, mas foi superado no final e terminou na segunda posição.

Ronan terminou a prova em terceiro e assumiu a liderança do campeonato com 2 pontos de vantagem para Bruno Aleixo. O pódio ainda teve o campeão Bruno Scopim em 4º e Rogério, que largara na pole, em 5º. No resultado oficial, Scopim perdeu o 4º lugar após ser punido pela Comissão Organizadora. 

Logo no começo da corrida, Rogério disparou na liderança. No pelotão de trás uma zona generalizada segurou praticamente todos os pilotos, gerando uma punição para Gustavo, que largou em segundo.

Com isso Rogério, o dublê de Jaspion, abriu uma enorme vantagem. Mas os adversários começaram a encostar assim que se livraram da confusão e nem mesmo os superpoderes da espada samurai impediram que Rogério perdesse a ponta. O piloto ainda tentou um plano B, lançando um casco de tartaruga para tentar acertar os oponentes, mas errou a mira e ainda perdeu moedas de ouro que ficam flutuando no ar. Uma loucura.  

Mais atrás, Bruno e Rodrigo suaram para conseguir ultrapassar Leandro, que descobriu uma curiosa habilidade: a de pilotar três karts ao mesmo tempo, bloqueando toda a pista e impedindo a ultrapassagem dos adversários. Enquanto isso, Marcelo, intoxicado pela fumaça que inalou do kart fumegante de Hélio, entrou um pouco tonto na pista e acabou se metendo em uma confusão com Scopim, levando a pior. Scopim acabou punido pela comissão organizadora, perdendo o 4º lugar ao final da prova. 

Quem não tem muitos motivos para comemorar é Júlio. Ocupando a 4ª posição, que lhe daria a liderança do campeonato, o piloto da MMAP Racing decidiu partir para cima de Ronan, tentando subir para 3º. Sem conseguir passar pela pista, Júlio se lançou na grama, tentando criar uma trajetória inédita na história do automobilismo. Infelizmente, o revolucionário traçado acabou derrubando-o para a 9ª posição, o que gerou choros e lamentações no box da equipe.

A Copa BH de Kart volta no próximo dia 27/04, com a 3ª etapa do campeonato!

Classificação Final

1º) Israel Meliuz - MeliuzNeuroracing
2º) Marco Antônio - Hackers
3º) Ronan Emediato - SpeedDog
4º) Rogério Policarpo - KZ Racing Team
5º) Bruno Aleixo - Esquadrilha dos Aloprados
6º) Leandro Lélis - Scuderia KIP
7º) Rodrigo Marques - Sitor Racing
8º) Bruno Scopim - Sitor Racing *
9º) Júlio Gervásio - MMAP Racing
10º) Marcelo Maia - Hackers
11º) Flávio Leocádio - DNA Racing
12º) Flávio Rodrigues - North Racing
13º) Alexandre Motta - SpeedDog
14º) Rodrigo Soares - Scuderia KIP
15º) Matheus Duarte - Duarte Motor Racing
16º) Luis Fernando - DeLorean Team Racing
17º) Juliano Schmitberger - North Racing
18º) Hélio Pedroli - MMAP Racing
19º) Rodrigo Kleinpaul - Meliuz Neuroracing
20º) Alexandre Soares - Racing Fast
21º) Gustavo Duarte - Duarte Motor Racing *
22º) Douglas Rodrigues - DeLorean Team Racing
23º) Diego Moreira - KZ Racing Team
24º) Leonardo Assis - Maverick Racing Team
25º) Leonardo Soares - Maverick Racing Team

26º) Eduardo Braga - Racing Fast

* Pilotos punidos pela comissão organizadora, por manobra antidesportiva


Melhor Volta
Bruno Scopim - Sitor Racing (1:05.633)


Classificação do campeonato
http://pentagrama.homeip.net:9001/homologacao/kartmobile/

Vídeos da corrida

Marco Antônio


Júlio Gervásio





quinta-feira, 9 de março de 2017

5 coisas que só podiam acontecer com Barrichello

Rubens Barrichello disputou 323 corridas de Fórmula 1, conseguindo 11 vitórias, 14 poles, 68 pódios e dois vice-campeonatos. Não é pouca coisa.

Mas o que marcou Rubinho em seus quase 20 anos de F1 foram as vezes em que o azar agiu de forma implacável, produzindo situações inacreditáveis. Ocorrências que foram potencializadas pelas sempre hilárias entrevistas dos piloto, carregadas de frases de efeito e de uma vitimização sem fim.

Goste-se ou não, Rubens Barrichello foi um grande personagem, que faz uma enorme falta à F1 atual. Veja, abaixo, 5 coisas que só poderiam ter acontecido com ele.

GP da Hungria 1995 - Parada a 200 metros da bandeirada




A temporada de 95 vinha sendo cruel para Rubinho. Carregando nos ombros o peso de substituir Ayrton Senna no coração da torcida brasileira, Barrichello recebeu das mãos da Jordan um carro pesado, desajeitado e difícil de acertar. O J195 contava com um câmbio de 7 marchas, revolucionário na época, mas também tinha um motor Peugeot que, embora potente, era frágil e consumia milhares litros de gasolina por segundo.

Com isso, Rubinho fazia uma temporada ruim até que chegou o GP da Hungria. Uma prova cheia de abandonos que colocou o Jordan nº 14 em terceiro, há cinco voltas do final. Mas aí, na última curva, o carro apagou devido a um problema na válvula pneumática. Rubinho ainda tentou chegar no embalo mas, há cerca de 200 metros da bandeirada, foi superado por Berger, Herbert, Frentzen e Panis, terminando na sétima posição, sem um pontinho sequer.

GP da Europa 1999 - E o vencedor é... Johnny Herbert!




Em seus dois primeiros anos como dono de equipe, Jackie Stewart lutou apenas para marcar alguns pontinhos. Mas em 99 a equipe conseguiu fazer um bom carro e, com ele, Rubens Barrichello produziu atuações de gala. Liderou corridas, brigou por vitórias, duelou entre as equipes grandes e conseguiu pódios. A primeira vitória da Stewart era questão de tempo. E tinha que vir com Barrichello.

No GP da Europa, uma corrida complicada, vários pilotos abandonaram devido ao mau tempo. De repente, nas últimas voltas, surge o Stewart branquinho na frente de todos. Só podia ser Barrichello! Mas não...

Johnny Herbert, um experiente inglês que fazia uma temporada bem menos glamourosa do que a do brasileiro surgiu para vencer a prova e possibilitar que Sir Jackie subisse ao pódio como dono de equipe pela primeira vez.

GP do Brasil 2001 - Rubinho >>>> Usain Bolt




Quem já foi a alguma corrida de F1 sabe que os pilotos têm direito a uma ou duas voltas na pista, antes de levar o carro para o grid de largada. E existe um prazo para deixar os boxes, antes da largada.
Este é um momento em que raramente ocorrem problemas mecânicos, a não ser que o piloto seja Rubens Barrichello. A Ferrari F2001 parou logo após a curva do lago, com problemas hidráulicos. 

Precisando chegar rápido aos boxes para pegar o carro reserva (acertado para Michael Schumacher), Rubinho saiu correndo feito Usain Bolt, com a torcida indo ao delírio nas arquibancadas.

Ele chegou ao box, pulou dentro do carro e saiu da garagem faltando 10 segundos para o encerramento do prazo, transformando as arquibancadas do autódromo em um estádio de futebol. Aí, na largada, Barrichello perdeu o ponto de frenagem no fim da reta oposta, acertando em cheio a traseira de Ralf Schumacher e ficando fora da corrida.

GP da França 2002 - Me tirem daqui!




A Ferrari tinha um carro tão melhor do que os outros na temporada de 2002 que Michael Schumacher poderia se sagrar campeão no GP da França, que marcava a metade da temporada!

Seu único "adversário" era Rubens Barrichello. Mas o alemão não teve com o que se preocupar. Na volta de apresentação, a Ferrari deixou o F2002 suspenso pelos cavaletes, enquanto todos os outros carros saiam para a largada. Rubinho acabou abandonando sem ter uma explicação mais detalhada sobre o problema. Para os teóricos da conspiração, foi um prato cheio.  E a imagem do carro suspenso no grid de largada é tragicamente hilária.

GP do Brasil 2003 - Finalmente um vencedor brasileiro em Interlagos? Humm, não...




O GP do Brasil de 2003 foi um dos mais confusos e acidentados da história. A drenagem da curva do sol estava uma lástima e vários pilotos escorregaram na pista molhada, indo parar nos pneus. Dentre eles, Michael Schumacher.

Tudo isso resumiu a disputa pela ponta a um duelo eletrizante entre David Coulthard e Rubens Barrichello. O escocês não resistiu à pressão do brasileiro e errou na entrada do S do Senna. Faltavam apenas 20 voltas para o final e a torcida foi à loucura: finalmente havia chegado o dia da primeira vitória de Rubinho no Brasil, 10 anos após a última vitória brasileira em Interlagos.

Mas aí... A F2003GA passou pipocando pela reta oposta e apagou logo depois da curva do sol. Inacreditavelmente, uma falha nos computadores deixou a Ferrari sem um controle preciso da quantidade de combustível que Rubinho tinha no tanque. E o carro ficou sem gasolina!


E aí, você lembra de mais um azar inacreditável deste sensacional piloto brasileiro? Então participe deixando seu comentário! 

sexta-feira, 3 de março de 2017

5 carros bonitos que foram um fiasco

Nem sempre os projetistas de carros de corrida estão preocupados com a beleza dos seus projetos. Mas às vezes acontece de saírem belos carros das pranchetas. O problema é quando o desempenhos não é tão belo...

Ferrari F92 - 1992



Considerada por Luca di Montezemolo como um dos três carros mais belos já produzidos pela Ferrari, a F192 foi também um dos maiores fiascos da história da casa de Maranello. Com suas entradas de ar inspiradas em caças da Força Aérea Italiana, o carro contava com o famoso V12 da Ferrari, capaz de gerar quase mil cavalos de potência.

Mas o chassi era desequilibrado demais para domar tanta cavalaria e o carro ficava mais tempo fora da pista do que dentro dela. Além disso, a Ferrari ainda deu azar de pegar Ivan Capelli em final de carreira, totalmente fora de ritmo e envolvendo-se em acidentes bizarros.

Coube a Jean Alesi salvar a honra do F92, marcando dois terceiros lugares, um na Espanha e outro no Canadá. Capelli foi substituído por deficiência técnica no final da temporada. Em seu lugar, correu Nicola Larini, que não fez nenhum milagre.

Ferrari F310 - 1996



A primeira Ferrari de Michael Schumacher empolgou muita gente na apresentação. Com um estilo totalmente diferente dos demais carros da época, a F310 chamava a atenção pelas laterais altas e a frente baixa, contrariando a tendência da época.

Mas, como de costume nos projetos de John Barnard, o carro foi entregue há apenas 3 semanas do GP da Austrália, prova de abertura da temporada. Não houve tempo para testes.

E o carro era tão mal feito, que Schumacher e Eddie Irvine eram obrigados a abaixar a cabeça nas retas (!?!?!?) para evitar que seus capacetes bloqueassem a entrada de ar do modelo. Um horror.

Ainda assim, devido à sua capacidade incrível, Schumacher venceu três provas naquele ano. Mas uma foi debaixo de uma tempestade, e as outras duas foram obtidas com um modelo B da F310, feito às pressas para corrigir as deficiências.

Penske PC27 - 1998



Encarando um jejum de 3 temporadas sem títulos, a Penske resolveu inovar em 1998 e trouxe para a Indy um conceito que já era popular na Fórmula 1: a aerodinâmica mais fina e trabalhada dos monopostos europeus, combinada com um bico alto que favorecia a passagem do ar na parte de baixo do bólido.

O carro era lindo, mas uma verdadeira porcaria. Somente Al Unser Jr. conseguiu alguns brilharecos durante o ano, como o segundo lugar em Motegi, no Japão. Mas todos os resultados razoáveis foram conseguidos quando Al bateu o pé e exigiu correr com o modelo de 97. Ou seja, o PC27 era uma merda sem tamanho.

Além disso, a Penske tinha, além de um Little Al cada vez mais gordo e cansado, o brasileiro André Ribeiro, mais preocupado com os negócios do que com os resultados na pista. O resultado foi uma das piores temporadas da equipe de Roger Penske.

McLaren MP4/19B - 2004



Depois de uma boa temporada em 2003, a McLaren resolveu usar uma versão híbrida do carro daquele ano, no início de 2004. A promessa é de que o modelo MP4/19B estrearia ao longo da temporada e seria o bicho papão do ano.

Quando surgiram as primeiras fotos, a empolgação foi geral. Com uma frente afilada e as laterais mais compactas, o carro parecia bem mais leve e ágil do que os concorrentes.
Mas os testes iniciais foram um fiasco e Adrian Newey, o projetista, precisou de tempo extra para corrigir as deficiências do carro. A estreia ocorreu somente na segunda metade do campeonato.

E o desempenho não foi nada demais. O MP4/19B conseguiu uma única vitória em sua curta história na F1, com Kimi Raikkonen, no GP da Bélgica. Já Coulthard, em seu último ano na McLaren, conseguiu um modesto quarto lugar na Alemanha como melhor resultado.

Honda RA 107 - 2007



Depois de conseguir sua primeira vitória na F1, em 2006, a Honda perdeu o patrocínio dos cigarros Lucke Strike para o ano seguinte. A equipe, então, decidiu radicalizar.

Apresentou o RA 107 sem nenhum patrocinador, pintado com uma espécie de foto do planeta Terra. Embora exótica, foi uma das pinturas mais marcantes e bonitas da história da categoria.

Mas o carro... Desequilibrado e sem nenhuma potência no motor, o RA 107 foi um dos fiascos mais retumbantes da F1. O resultado foi que Jenson Button marcou apenas 2 pontos para a equipe enquanto Rubens Barrichello passou o ano em branco, situação inédita em toda a sua carreira, contando inclusive com seu ano de estreia na F1.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

5 lançamentos de carros exagerados

A Fórmula 1 é um esporte caríssimo, que movimenta bilhões de dólares a cada temporada. Mas se hoje toda essa grana é gasta no desenvolvimento dos carros e na realização de testes e corridas, houve um tempo em que a extravagância dava o tom da categoria.

Essa semana estamos acompanhando os lançamentos dos carros 2017, quase todos sendo feitos pela Internet, sem muita pirotecnia. Mas algumas equipes já fizeram eventos nababescos para lançarem seus carros, colocando pilotos e jornalistas em situações constrangedoras somente para mostrar seu poderio econômico.

Veja 5 lançamentos de carros que passaram dos limites do exagero:

Lotus 79 - 1979



Em 1978 a Lotus revolucionou a F1 com o conceito de carro-asa, que aproveitava a pressão do ar que passava pelo assoalho do bólido para mantê-lo grudado no chão. E assim Mario Andretti conquistou seu único título na F1, desbancando todo mundo.

Para 79 a equipe apostou num lançamento exótico para o seu carro. Fechou uma daquelas boates muuuuuito peculiares que existem em Paris e encheu os convidados de champanhe e whisky, povoando o local com belas mulheres. No auge da festa, o Lotus 79 desceu do teto segurado por cabos de aço e, pasmem, com Andretti dentro!

Por razões etílicas compreensíveis, não há fotos do evento que possam ser mostradas em um blog de família.

Benetton B196 - 1996



A Benetton sempre foi a equipe mais legal da F1, com seus carros coloridos. Mas depois da chegada de Michael Schumacher ao time, em 91, a coisa ficou mais profissional e a equipe levou dois títulos com o alemão, em 94 e 95.

Mas Schumacher se mandou para a Ferrari e a Benetton decidiu que era hora de voltar a ser legal. Para apresentar o carro de 1996, a equipe colocou Alesi e Berger, sua nova dupla de pilotos, para passear de F1 pelas ruas de Roma, no meio do povo. Depois, os dois seguiram numa carruagem real até o Coliseu (!!!), local onde ocorreu a cerimônia oficial de lançamento.

Curiosidade: os F1 nos quais Alesi e Berger andaram pelas ruas foram depenados pelo público, depois que os dois saíram dos carros.

McLaren MP4/12 - 1997



Ao contrário da Benetton, a McLaren sempre teve aquela cara sisuda do Ron Dennis. Mas em 97, a equipe havia perdido o patrocínio da Marlboro e fechou contrato com outra marca de cigarros: a West. Além disso, o carro viria pintado de prata, para celebrar a parceria com a Mercedes.

Então, era hora de festa. E que festa. A equipe fechou o Palácio de Alexandra, em Londres, e promoveu um lançamento com um show das Spice Girls, que estavam no auge da fama.

Jordan EJ12 - 2002



Eddie Jordan também gostava de causar. Mesmo sem grana, o irlandês fanfarrão resolveu lançar o carro de 2002 aproveitando ao máximo seu novo patrocínio, com a empresa de transportes DHL. O Jordan EJ12 chegou ao aeroporto de Heathrow dentro de um cargueiro enorme, sendo retirado do avião na frente de público.

McLaren MP4/26 - 2011




Esse foi um dos lançamentos mais legais já feitos na F1. O McLaren MP4/26 chegou todo desmontado às ruas de Londres e foi sendo construído peça por peça, na frente do povo que parava para ver o evento. Espetacular. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Hélio lidera a dobradinha da MMAP Racing na abertura do campeonato


Hélio (1º), Júlio (2º), Flávio (3º), Bruno (4º) e Ronan (5º) 

Assim como faz todos os anos, a Copa BH de Kart promoveu o início das atividades automobilísticas no planeta Terra. A primeira etapa do campeonato mais espetacular das galáxias começou com 28 barnabés na pista do RBC Racing, na última quinta feira. E a equipe MMAP Racing não deixou pedra sobre pedra, fazendo uma inédita dobradinha com Hélio em primeiro e Júlio em segundo. Flávio, Bruno e Ronan completaram o primeiro pódio do ano.

Aproveitando bem suas voltas de classificação, Hélio marcou a pole position e se mandou na frente na largada, não sendo mais alcançado por ninguém. Mais atrás, a briga estava quente entre Marcelo, Júlio, Flávio, Sérgio, Bruno e Ronan.

Mas Bruno estava achando aquela confusão toda muito chata e para movimentar mais a etapa o piloto resolveu usar o kart de Sérgio como catapulta, para tentar saltar para o outro lado da pista e alcançar a liderança. A manobra acabou sendo um fiasco e faz com Sérgio caísse para a última posição. O piloto não se abalou e recuperou-se brilhantemente para alcançar o sétimo lugar.

A disputa seguiu com Flávio, Bruno e Marcelo até a última volta, quando Marcelo tentou criar um novo caminho para passar pro Flávio, utilizando a grama. Infelizmente o piloto acabou rodando e caindo para a sexta posição.

Mais atrás, Bruno Scopim sentiu o peso da contratação de Rodrigo, terminando a prova atrás do novo companheiro de equipe. Aliás, dos postulantes ao título e 2016, só Júlio se salvou. Laurence, sempre atento aos pneus de todos os karts do grid, esqueceu-se de verificar sua própria borracha e terminou apenas na 17ª posição.

Na equipe SpeeDog, Alexandre continua perdido sem saber se seu foco está mais nos karts ou nos carros velhos e enferrujados. Desta vez, o controverso piloto decidiu pegar carona no veículo do adversário, usando a mesma técnica conhecida como "traseirão do ônibus". O máximo que ele conseguiu foi um enorme hematoma no braço e uma bronca da direção da equipe.

A Copa BH de Kart ainda viu duas reestreias: Luis Fernando, admirado com o traçado inédito para ele, terminou apenas na 21ª posição. Sobre Juliano não há muito o que dizer já que o piloto desapareceu na prova e também do kartódromo após a disputa.

A próxima etapa da Copa BH de Kart acontece no próximo dia 16/03. E as emoções estão só começando!

Resultado final:

1º) Hélio Pedroli - MMAP Racing
2º) Júlio Gervásio - MMAP Racing
3º) Flávio Rodrigues - North Racing
4º) Bruno Aleixo - Esquadrilha dos Aloprados
5º) Ronan Emediato - SpeedDog
6º) Marcelo Maia - Hackers
7º) Sérgio Sampaio - DNA Racing
8º) Rodrigo Marques - Sitor Racing
9º) Bruno Scopim - Sitor Racing
10º) Israel Meliuz - Meliuz Neuroracing
11º) Diego Moreira - KZ Racing Team
12º) Marco Antônio - Hackers
13º) Leandro Lélis - Scuderia KIP
14º) Gustavo Duarte - Duarte Motor Racing
15º) Rogério Policarpo - KZ Racing Team
16º) Rodrigo Soares - Scuderia KIP
17º) Laurence Martins - Esquadrilha dos Aloprados
18º) Rodrigo Kleinpaul - Meliuz Neuroracing
19º) Leonardo Soares - Maverick Racing Team
20º) Flávio Leocádio - DNA Racing
21º) Luis Fernando - DeLorean Team Racing
22º) Alexandre Soares - Racing Fast
23º) Leonardo Assis - Maverick Racing Team
24º) Matheus Duarte - Duarte Motor Racing
25º) Eduardo Braga - Racing Fast
26º) Douglas Rodrigues - DeLorean Team Racing
27º) Juliano Schmitberger - North Racing
28º) Alexandre Motta - SpeedDog

Volta mais rápida

Marcelo Maia - Hackers (1:05.750)


Classificação do Campeonato


Momento raro: os 28 pilotos da Copa BH de Kart reunidos

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Quem é quem na Copa BH de Kart 2017?

Copa BH de Kart 2017: 28 pilotos em busca do título

Vai começar a temporada 2017 da Copa BH de Kart. Conheça, agora, os 28 intrépidos pilotos e suas equipes maravilhosas: 

Obs: como alguns pilotos não tiraram fotos, tivemos que trabalhar com imagens meramente ilustrativas. Algumas não tão meramente. 

Esquadrilha dos Aloprados


Bruno Aleixo
Laurence Martins











Depois de anos de tentativas, finalmente a Esquadrilha dos Aloprados chegou ao olimpo do automobilismo mundial, com o título por equipes de 2016. Agora, o desafio de um dos mais antigos times da Copa BH de Kart é manter o caneco.

E não vai ser fácil. Bruno e Laurence vêm trabalhando forte na preparação física para a temporada, tentando se livrar do lastro natural adquirido ao longo dos anos e das altíssimas taxas de colesterol presente em seus corpos.

Além disso, Laurence procura sair da fila pelo título de pilotos, depois de bater mais uma vez na trave, em 2016. Do outro lado, Bruno tenta esconder a euforia , depois de vencer a prova de lançamento da temporada, em um presente de Natal atrasado dado por Pablo.


MMAP Racing



Júlio Gervásio
Hélio Pedroli










Vice campeã de 2016, a MMAP Racing quer voltar ao topo do pódio. Mas Júlio e Hélio, ambos em idade avançada, já começam a preparar as futuras gerações. A equipe lançou seu programa de jovens talentos em janeiro, quando os pequenos Pedro, Arthur e Matheus estiveram testando no RBC Racing.

Testemunhas afirmam que os moleques foram mais rápidos do que os velhos pais, informação que foi negada pela assessoria da equipe.

Speedog


Ronan Emediato
Alexandre Motta










2016 não foi um ano fácil para a Speedog, embora Ronan tenha conseguido vencer duas provas ao longo da temporada. O bicampeão de 2012 e 2014 é o maior vencedor da história da Copa BH de Kart, tendo subido 15 vezes ao alto do pódio.

Mas no ano passado, a dupla acabou se embananando com o calendário, perdendo diversas provas e saindo da briga pelo título.

Para 2017, a equipe tenta trazer Alexandre de volta à Terra. A avaliação é de que o piloto anda cada vez mais deslocado, devido a sua paixão por carros velhos. O piloto tenta um acordo para entrar na pista de Fusca ou Opala, mas a organização da Copa BH de Kart decidiu que é melhor preservar os demais participantes contra a ferrugem dos automóveis.


Sitor Racing


Rodrigo Marques
Bruno Scopim











Depois de levar Bruno Scopim ao seu primeiro título de pilotos, a Sitor Racing resolveu que era hora de entrar na briga pelo campeonato por equipes.

Para isso, não  poupou gastos. Pela milionária quantia de 25 milhões de pacotes de pipocas guri, tirou Rodrigo Marques da Scuderia Maranello para fazer dupla com o campeão de 2016.

E o resultado da corrida de confraternização mostrou que Scopim arrumou foi uma sarna enorme para se coçar, pois terminou a prova atrás do novo companheiro. Será uma disputa interessante pelo posto de primeiro piloto do time.

Hackers


Marco Antônio
Marcelo Maia










A equipe Hackers não quis ficar para trás no quesito investimento. Percebendo que perderia espaço entre os times, os dirigentes investiram 30 milhões de chicletes ploc na contratação de Marco Antônio, e ainda ofereceram uma premiação por produtividade a ser paga em pacotes de balas chita.

O piloto pediu que fossem trocadas por aquelas de maçã verde, mas não foi possível atendê-lo.

Com isso a Hackers para a contar com uma dupla das mais experientes: Marcelo, o campeão de 2015 e Marquinho somam 107 participações no campeonato. Além disso, Marcelo é o maior pontuador da história da Copa BH de Kart, com 1087 pontos anotados no total.

KZ Team Racing


Diego Belarmino
Rogério Policarpo











A KZ Racing Team foi um fenômeno na Copa BH de Kart. Equipe e pilotos estreantes, o time terminou o campeonato de 2016 na sexta posição, à frente das tradicionais Cineastas e Scuderia Maranello.

Viu Rogério e Diego subirem ao pódio pela primeira vez, sendo que Rogério ainda levou o troféu revelação e colecionou notas dez em saltos à distância. Agora o objetivo é maior: conseguir as vitórias e brigar pelo título até o final do ano.

Scuderia KIP


Rodrigo Soares
Leandro Lelis










A Scuderia KIP teve os bastidores mais agitados do final e 2016. Insatisfeitos com as constantes ausências de Leandro nas corridas, Flávio se mandou do time para formar dupla com Raphael. O time então agiu rápido e trouxe Rodrigo Soares, que deixava a falida Cineastas.

Mas a jogada de Flávio não deu certo e quando ele voltou com o rabo entre as pernas, viu Leandro sentado com charuto na mão esquerda e um copo de Jack Daniel's na mão direita, apenas rindo do ex-companheiro. Essa será uma rivalidade interessante em 2017.

DNA Racing


Sérgio Sampaio e Flávio Leocádio

A DNA Racing custou a achar sua identidade, por isso patinou no campeonato de 2016. Agora, com novo nome, o time já mostrou serviço. Sérgio e Flávio deram trabalho na corrida de lançamento da Copa BH de Kart, embora tenham chegado ao fim com três metros e meio de língua para fora.
Caso possam contar com uma ambulância preparada com oxigênio durante as provas, devem entrar na briga pra valer.

Maverick Racing Team


Leonardo Assis
Leonardo Soares













Reza a lenda que tudo o que Leonardo Assis desejava era um companheiro de equipe assíduo. E ele conseguiu mais que isso: depois de estrear e pegar toda a experiência necessária com o campeão Bruno Scopim na Sitor Racing, Leonardo Soares chegou para levar a Maverick Racing Team à briga pelo título.

Meliuz NeuroRacing


Israel Meliuz

Rodrigo Kleinpaul














O grande mistério da Meliuz NeuroRacing, para 2017, é saber: onde anda Israel? No ano passado o piloto pagou sua inscrição, encomendou camisas mas, participar do campeonato mesmo, nada.
A sorte da equipe ficou toda nas costas de Rodrigo Kleinpaul que, com seu pomposo sobrenome, somou todos os 45 pontos do time no ano, tendo um 7º lugar como melhor resultado.

North Racing

Juliano Schimdtberger

Flávio Rodrigues













O clima na North Racing ficou bastante pesado depois que Raphael se mandou. Por isso a equipe resolveu investir pesado e ofereceu incríveis 120 milhões de balas jujuba como salário, para tirar Juliano da aposentadoria precoce.

Enquanto isso, Flávio tem como principal objetivo derrotar Leandro, seu ex-companheiro na Scuderia KIP.

Duarte Motor Racing


Gustavo Duarte
Matheus Duarte










A Duarte Motor Racing é uma das estreantes do ano, trazendo no nome os sobrenomes de seus dois pilotos, Matheus e Gustavo. Precisarão lutar pelo troféu de revelação do ano contra Eduardo e Alexandre, da Racing Fast.

Racing Fast



Eduardo Braga
Alexandre Soares










A tradução do nome da equipe já mostra o seu objetivo: correr o mais rápido possível para chegar ao título da Copa BH de Kart 2017. Pelo menos esse é o objetivo de Eduardo e Alexandre, que tentarão superar a turma mais experiente na pista.

DeLorean Team Racing

Douglas Rodrigues


Luis Fernando











Senhoras e senhores, meninos e meninas, ele voltou! Depois de cerca de 12 anos sabáticos, Luis Fernando está volta à Copa BH de Kart. Após ver fracassado o seu projeto de carreira no glorioso paintball, ele decidiu que era a hora de regressar ao campeonato que ajudou a criar.

Para isso, não poupou custos. Depois de negociar com praticamente todas as equipes da Copa BH de Kart, o intrépido Luís decidiu comprar o espólio da Scuderia Maranello e montar seu próprio time. Tudo é tão novo, mas tão novo, que ele nem conhece ainda seu companheiro de equipe, Douglas.

Mas não faz mal. A Copa BH de Kart volta a contar com a falta de talento e antipatia de Luis Fernando!

Homenagem Especial da Copa BH de Kart

Carlos Menezes
William Farias











Muita gente nova chegou, mas também tem gente saindo. Este ano, a Copa BH de Kart não contará com Carlos e William, dois de seus membros mais fanáticos e fundamentais.

Com Carlos, o nosso carcamano, aprendemos a importância do PatoRocco em nossas vidas. E por causa de William, sempre saberemos que é possível chegar ao kartódromo às 22:15hs e ainda assim entrar na pista às 22hs. Um espanto.

Para vocês dois, a organização e os pilotos têm um recado: que seja um ano só e nada mais. As portas do campeonato estarão sempre abertas para quando quiserem!